Um jardim tropical, com direito a espécies rasteiras, plantas perenes nos vasos e árvores de grande porte, que permitem um descanso sob as copas, foi moldado nesta área externa. Simples, mas na medida certa para o espaço, as intervenções atraem pelas sensações diferentes que causam. Próximo à piscina, por exemplo, a amplitude e a vontade de visitar a espreguiçadeira são irresistíveis. Um nível abaixo, outro ambiente mais compacto se forma, com cerâmica antiderrapante, cadeiras e mesas estratégicas. No entanto, para conseguir a atual formação, foi preciso adaptar o jardim para incorporar o
novo empreendimento: a casinha para a filha mais nova do casal brincar. Para isso, espécies como fórmio, bromélia, palmeiras e bananeira, dispostas nas laterais e nos fundos, por exemplo, tiveram de ser remanejadas. “Mantivemos os mesmos tipos de plantas e flores, incorporando apenas as calanchoes, presentes nos vasinhos sobre a floreira instalada na cerca da casinha, e as “Maria-sem-vergonha”, que decoram o piso ao redor da casa”, frisa a paisagista e arquiteta Maria do Rosário Rocha Ruiz. No entanto, a modificação não manteve o colorido das pétalas do Ipê-amarelo, da Helicônia e da folhagem robusta da quase cinquentenária Cerejeira, ao lado das grandes bacias de cerâmica, com composições de miniexoras. No prolongamento da varanda, três vasos com bambú-mossô, estrelizia-de-lança e pata-de-elefante convidam o casal e as três filhas para uma pausa, acompanhada de um refresco ao ar livre. A apreciação da natureza também pode ser desfrutada do living ou da sala de TV, projetada para as crianças.
Plantadas nas bacias, as miniexoras refrescam-se embaixo da cerejeira

A orquídea Epidendrum se destaca ao lado de outras espécies

Marina ganhou uma casinha amarela com vasos cheios de calanchoes e “Maria Sem Vergonha”
Com a incorporação da casinha, as espécies receberam nova disposição no jardim.