Destaques da edição 15


Com as estruturas cada vez mais separadas e gabinetes que se adaptam a diferentes perfis, os banheiros de casal sugerem mais privacidade e conforto. No projeto da arquiteta Maria Glória Battista, a idéia foi isolar o box e o vaso, por meio da porta de correr, mas antes a arquiteta definiu o local da banheira. Com tudo posicionado, Maria Glória sugeriu a colocação do gabinete de madeira imbuia para trazer aconchego e contrastar com o mármore Carrara da bancada Como o corpo reage aos diversos tipos de temperatura Banho frio – A temperatura baixa, entre 10ºC a 29ºC, estímula o organismo e tonifica a pele. A ducha deve durar por apenas alguns segundos e chegar no máximo até 2 minutos de imersão. Pessoas com histórico de doenças cardíacas devem evitar essa variação de temperatura, porque o frio pode provocar aumento da pressão arterial. Banho morno – No período da manhã, dez minutos de imersão são necessários para aliviar a fadiga. À noite, o banho pode durar de 15 a 30 minutos para relaxar antes de cair na cama. O ideal é que a temperatura esteja entre 37ºC e 39ºC para aliviar a tensão. Banho quente – indicada para dores musculares, a imersão deve ser entre 5 e 15 minutos e pode ser preparada a uma temperatura de 39ºC a 41ºC. O efeito relaxante também auxilia quem tem problemas de insônia. Quente, frio ou morno, as propriedades do banho sempre foram exaltadas pela humanidade de gregos a troianos. Por meio de rituais de purificação ou até terapias de imersão para curas de doenças, esse prazeroso ritual instalou-se em espaços generosos das residências com o pomposo nome de salas de banho. Esquecido durante a reestruturação de outros ambientes da casa, o banheiro passou a ser visto como um lugar comum, atendendo a todos os familiares. Com o passar do tempo, a mudança de fase na vida agitada, carente de momentos de relaxamento, eles voltaram a ter a importância de outrora, mas veio com outra característica: a individualidade. Desde então, novas propostas vieram para tornar o local um espaço tão agradável quanto o living. Por isso, em busca de conforto e sofisticação, os proprietários tiveram suas necessidades transferidas, pouco a pouco, às salas de banho. “Atualmente, os casais têm horários e hábitos distintos. Para adaptar o projeto à nova realidade, a bancada tornou-se mais extensa, apoiando duas cubas. Dessa forma, mesmo que utilizem o ambiente no mesmo horário, a privacidade de cada um é preservada”, garante a arquiteta Prudence Winardi. Essa primeira mudança impulsinou a novas reestruturações. Locais amplos ganharam soluções para otimizar o tempo do casal. “A novidade mais recente são as duchas duplas”, afirma o engenheiro Enio de Souza. A passos largos, os projetos de banheiro foram adquirindo uma nova forma. Cada vez maiores, as salas de banho tiveram a estrutura composta por box, vaso, bidê e bancada, delimitadas para garantir ainda mais conforto e intimidade. “Neste ambiente, a banheira, em formato curvo, foi o ponto de partida para definir os espaços onde ficariam o vaso e o box, separados da bancada e da banheira pela porta de correr e parte da parede, com aplicação de tijolo de vidro”, explica a arquiteta Maria Glória Battista. Com proposta similar, o projeto da arquiteta Cristiane Meyer utilizou vidro leitoso laminado para dispor o vaso separado do restante. “O material utilizado favoreceu a luminosidade e isolou somente o que queríamos”, elogia a proprietária. No entanto, quando o quesito é privacidade, alguns casais optam por dois ambientes integrados apenas pela bancada. Do lado feminino, espaço reservado para a banheira, canto para maquiagem e alguns mimos, como prateleiras extras para os acessórios de beleza. Na ala masculina, apenas o box com algumas gavetas para o barbeador,loções pós-barba e outros acessórios práticos. Pastilha, mármore, porcelanato ou cerâmica? Outra característica das salas de banho é a sofisticação nos acabamentos. Variados tipos de mármore, de pastilha de vidro, porcelanato e cerâmica revestem de maneira homogênea, formando composições de bom gosto ou até divertidas, quando mesclam suas pedras nos pisos e paredes. Apesar do mármore, do porcelanato e da cerâmica serem materiais já utilizados há tempos nos banheiros, há novidades em termos de paginação do piso, no formato e até na textura da peça. Na verdade, é a criatividade do profissional que irá garantir o estilo e a funcionalidade. Um exemplo pode ser conferido no projeto assinado pelo arquiteto Ênio de Souza. “Revestido com o mármore branco Tasso, o piso realçou a contemporaneidade por meio do corte e do assentamento”, frisa. Outra tendência é o uso de pedras maiores, de 40 x 40 ou 50 x 50, no lugar dos revestimentos de 20 x 20 cm. Outro revestimento que virou sinônimo de criatividade foi a pastilha. Dependendo do tipo, pode ter um custo tão alto quanto o mármore. É o caso das peças fabricada com 100% de cristal de vidro. Para conseguir um colorido semelhante à pastilha, mas com um valor inferior, as arquitetas Flávia Wahba e Lilian Melo sugeriram a mistura de dois componentes. “O jovem casal idealizava um ambiente despojado, mas sem custos exorbitantes. Portanto, a solução foi utilizar a pastilha feita da mistura de resina e vidro”, explica Lilian. O vidro é um material que está sendo aplicado largamente na decoração. Um dos lançamentos em revestimento é a placa de vidro chodopack. “Aliada com a iluminação, esse material possibilita a criação de uma atmosfera futurista”, acrescenta Ênio. Mobilidade e design contemporâneo Para guardar acessórios de beleza, higiene e roupas de banho, os gabinetes entram no banheiro para agregar conforto e deixar tudo mais fácil. Acoplados à cuba ou soltos e com rodízios, esses mobiliários trazem inovações principalmente no design. Os compartimentos guardam maquiagem, toalhas, cosméticos, e também podem vir acompanhados por carrinhos ou skates, que servem como suporte ao móvel principal e dão movimento ao banheiro. Aliado à bancada e às prateleiras, o gabinete pode promover a sensação de praticidade ou favorecer o estilo clean. “Adotei o gabinete de madeira imbuia para contrastar com o espaço, revestido com mármore carrara e tijolo de vidro”, explica Maria Glória Battista.

 



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